Modelos de Fichamento – O que é, Para que Serve e Exemplos


Modelos de fichamento

Os modelos de fichamento são essenciais para professores, estudantes e profissionais que lidam com grande volume e fluxo de leituras de livros e artigos. Para saber no que consiste o fichamento, para que serve e obter os modelos mais utilizados, confira nosso post.

O que é um fichamento?

Trata-se de um conjunto de anotações realizado sobre livros ou textos em uma ficha, sendo elaborado com o objetivo de sintetizar (resumir ao máximo) as ideias principais de um livro ou texto. Há basicamente 3 tipos de modelos de fichamento:

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Fichamento textual, de resumo ou de conteúdo

Com foco na estrutura do texto, esse tipo de fichamento deve registrar as principais ideias apresentadas em uma sequência lógica, expondo argumentos, exemplos e até mesmo considerações pessoais a respeito do texto ou livro.

Fichamento temático ou de citação;

Tem por objetivo reunir os elementos relevantes do texto. Busca transcrever alguns trechos do texto ou livro, fazendo sempre referência das fontes de forma completa, apontando também o número da página da qual foram extraídas.

Fichamento bibliográfico

É dos modelos de fichamento mais simples de todos. Consiste numa descrição em tópicos de cada parte do texto, devendo ser acompanhadas de indicações precisas das fontes: título, edição, local da publicação, número do volume e número de páginas.

O tipo e modelos de fichamento é definido de acordo com as necessidades do aluno durante os estudos e objetivos do professor. Muitas vezes, para a mesma obra, podem ser necessários mais de um tipo de fichamento.

Para que serve um fichamento?

Os modelos de fichamento servem basicamente para:

  • Permite a memorização das partes mais importantes de um texto, facilitando a utilização dele em diversos trabalhos escolares e acadêmicos;
  • Esses modelos de fichamento podem ser utilizados como material de consulta permanente sem que haja a necessidade de ler a obra novamente;
  • Torna mais fácil a comparação de ideias e citações de diversos autores, enriquecendo o embasamento teórico.

Modelos de fichamento mais utilizados

Modelos de fichamento

Modelo de fichamento textual, de resumo ou de conteúdo

Ilari, Rodolfo. Introdução à semântica – brincando com a gramática / Rodolfo Ilari. 7.ed. – São Paulo: Contexto, 2007.
O estudo dos sentidos, a semântica, não acontece como o estudo da gramática: não há exercícios específicos para sala de aula da escola de ensino médio. Esse equívoco faz com que os professores cometam um grave deslize didático: acreditar que não há atividades interessantes para que o ensino da multiplicidade dos significados seja ministrado. A partir disso, Ilari propõe:

a) desfazer essa crença;

b) seleção de 25 temas de semântica;

c) atividades diferenciadas para cada tema.

Modelo de fichamento temático ou de citação

Manual de linguística / Mário Eduardo Martelotta, (org.). – 1. ed., 1ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2008. p. 25-28.
“Os linguistas, portanto, estão interessados no que é dito, e não no que alguns acham que deveria ser dito. Eles descrevem a língua em todos os seus aspectos, mas não prescrevem regras de correção. É um equívoco comum achar que há um padrão absoluto de correção que é dever de linguistas, professores, gramáticos e dicionaristas manter. A noção de correção absoluta e imutável é alheia aos linguistas.” (p. 25)

“Em sua origem, a linguística aplicada tem sua atuação voltada para o ensino de línguas, especialmente de línguas estrangeiras, buscando, para isso, subsídios de teorias referentes à linguagem, sejam elas provenientes da linguística, da filosofia da linguagem ou de qualquer outra área afim.” (p. 27)

“A relação linguística aplicada é, pois, simbiótica.” (p. 28)

Modelo de fichamento bibliográfico

Ilari, Rodolfo. Introdução à semântica – brincando com a gramática / Rodolfo Ilari. 7. ed. – São Paulo: Contexto, 2007.
O livro apresenta o conteúdo-base para os estudos da Semântica de forma bem-humorada e repleta de exercícios. Ilari procura ampliar o conhecimento em relação às estruturas sintáticas relevantes para significação do português brasileiro. Sabemos que pouco é explorado nas universidades e colégios o estudo dos sentidos. O professor Rodolfo, portanto, mostra aos alunos e colegas de profissão os inúmeros caminhos possíveis com os recursos linguísticos disponíveis em nosso cotidiano. Essa obra, apesar de ser introdutória, não conduz o leitor a uma reflexão ingênua e superficial sobre a língua portuguesa, muito pelo contrário, Ilari faz com que o leitor perceba que a multiplicidade dos significados linguísticos nunca será neutra à subjetividade do falante, logo, o estudo da semântica é, também, estudo e conhecimento sobre a mente humana.

Com esse conteúdo sobre modelos de fichamento fica muito mais fácil realizar pesquisas e estudos com maior precisão em menos tempo.

Imagens: manualdoconcurso.com.br / udemy.com

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