Como Montar uma Criação de Galo Índio


Muitas pessoas que desejam iniciar um negócio próprio e moram em localidades rurais ou possuem um amplo espaço de terra em casa se perguntam como montar uma criação de galo índio.

Este tipo de ave é conhecido também como “galo combativo” ou “caipira”, tendo como característica básica um certo grau e agressividade quando exposto a situações estressantes. Por conta disso, é preciso seguir algumas orientações básicas quanto à criação desse animal.

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Vantagens em montar uma criação de galo índio

Entre as principais vantagens quanto à criação de galo índio, devem ser destacadas:

Baixo custo

Este tipo de galo possui um baixo custo de aquisição, sendo que o valor dele fica em torno de R$100,00.

Resistência física

O galo índio apresenta uma resistência física muito superior às outras aves, requerendo menos recursos para manutenção da saúde desse animal, tais como com a estrutura do criadouro e com remédios.

Rápido crescimento

Outra das vantagens sobre como montar uma criação de galo índio é que esse tipo de galo cresce rápido, otimizando o processo de reprodução ou até mesmo o abate.

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5 etapas de como montar uma criação de galo índio

O processo que envolve a montagem de uma criação de galo índio pode ser dividido em 5 etapas, que são:

1. Definir a espécie de galo índio

O primeiro passo para a criação de galo índio é definir a espécie que será comprada: O galo índio normal ou o galo índio gigante.

O galo índio normal é recomendado para consumo e reprodução com galinhas de todas as raças. Já o galo índio gigante é mais indicado para uma reprodução mais rápida, já que ele pode cruzar com uma maior quantidade de galinhas.

É muito importante ressaltar que os galos deverão ser adquiridos de avicultores que atuam há mais tempo no mercado. Também é recomendável que um profissional da área de zootecnia faça uma avaliação prévia das aves antes de efetivar a compra, atestando a saúde dos animais.

2. Definir o espaço onde o galo será criado

Esta é uma das etapas mais importantes quanto à criação dos galos. Pelo fato dos galos índios possuírem uma estrutura maior e ficarem agressivos diante de situações estressantes, é indispensável que eles sejam colocados em um espaço bem amplo para que não ocorram disputas entre os animais.

A estrutura ideal consiste em um galpão feito em alvenaria com uma área de no mínimo 60², protegida contra chuva e frio, mas que se mantenha bem ventilada.

3. Cuidados com a higiene do local

Quanto à higiene do local, é indispensável fazê-la diariamente, removendo as penas que se soltam das aves, trocando a água e, a cada chocada, desinfetar os ninhos com butametrina ou deltametrina.

4. Alimentação dos galos

No que diz respeito à alimentação dos galos índio, ela deverá ser feita com ração própria para galináceos com complementação rica em cereais, grãos, verduras, grãos e sementes.

Os galos devem ser alimentados pelo menos 3 vezes ao dia com uma quantidade generosa de alimentos, obedecendo é claro à quantidade de animais existentes no local.

Além da alimentação tradicional, deve ser acrescentada à água dos galos índios um produto chamado de Vitagold, que atua como uma vitamina para as aves, favorecendo o seu crescimento.  Vale enfatizar que para manter a higiene e saúde dos animais, a água deve ser trocada diariamente.

5. Manter a reprodução

Para que o negócio de criação de galo índio obtenha sucesso, é indispensável não descuidar da reprodução. Para isso, um dos itens básicos é garantir que o cruzamento seja feito apenas com galinhas caipiras. Para o acasalamento, os galos deverão ficar por cerca de 12 horas ocupando o mesmo espaço que as galinhas caipiras (não passando de 5 galinhas para cada galo).

Depois do acasalamento, as fêmeas deverão ser separadas por um período superior a 12 horas. Quanto aos ovos, eles deverão ser mantidos em um ambiente com temperatura aproximada de 19º, acelerando o processo natural de fertilização.

No Brasil, o negócio que envolve como montar uma criação de galo índio apresenta crescimento constante, já que existe uma demanda cada vez maior por alimentos mais saudáveis, ou seja, aqueles que não contem hormônios e demais substâncias nocivas à saúde.

Imagens: economia.uol.com.br

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