Abordagem Comportamental da Administração na Gestão dos Negócios


abordagem comportamental da administração

A abordagem comportamental da administração, também conhecida como teoria behaviorista, marcou uma nova forma de enxergar as pessoas no contexto organizacional, fazendo um contra-ponto ao que até então era estabelecido por outras teorias administrativas. Para saber todos os detalhes dessa abordagem e como ela até hoje interfere na gestão das empresas, confira nosso post.

No que consiste a abordagem comportamental da administração?

Com início no ano de 1947 por meio da publicação do livro “Teoria Comportamental na Administração: O Comportamento Administrativo”, de autoria de Herbert A. Simon, essa abordagem faz diversas críticas aos conceitos da teoria clássica e se aproxima da aceitação quanto aos princípios contidos na teoria das relações humanas.

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Quais os principais estudos apontados nessa teoria?

A abordagem comportamental da administração é bastante conhecida em razão dos importantes estudos  com relação ao comportamento humano nas organizações. Esses estudos são:

Hierarquia das necessidades de Maslow

Essa hierarquia determina as bases do comportamento humano nas organizações, sendo muito estudada pelos profissionais da área de psicologia e também de recursos humanos. Essa hierarquia aborda:

– Necessidades fisiológicas (necessidades básicas do ser humano: alimentação, repouso, abrigo etc.);
– Necessidades de segurança (referem-se à busca de proteção contra ameaças, estabilidade, fuga de perigos etc.);
– Necessidades sociais (estão associadas ao afeto, amizades e companheirismo);
– Necessidades de estima (referem-se à maneira que o indivíduo enxerga a si próprio);
– Necessidades de auto-realização (tem relação com o potencial de cada indivíduo e sua constante busca pela autorrealização).

De acordo com Abraham H. Maslow, um dos maiores especialistas em motivação humana das últimas décadas, os fatores motivacionais de cada ser humano estão estreitamente ligados à realização de cada uma dessas necessidades.

Teoria dos dois fatores de Herzberg

abordagem comportamental da administração

O psicólogo norte-americano, Frederick Herzberg, desenvolveu uma teoria que explica em dois fatores o comportamento humano em situações ligadas ao trabalho, sendo esses fatores também integrantes da abordagem comportamental da administração:

Fatores higiênicos

Também conhecidos como fatores extrínsecos, eles estão relacionados às condições e contextos nos quais as pessoas estão inseridas no ambiente de trabalho. Exemplos de fatores extrínsecos: tipos de chefia, condições físicas do ambiente de trabalho, salário, benefícios etc.

Fatores motivacionais

Definidos também como fatores intrínsecos, eles tem relação com o conteúdo do cargo e com a natureza de tarefas executadas pelo indivíduo. Tais fatores motivacionais estão associados à autorrealização, percepção de crescimento individual, reconhecimento profissional e demais situações atreladas à satisfação das pessoas sem que ela dependa de outros critérios que envolvam remuneração. O estudo desses fatores, além de ser um dos pilares da abordagem comportamental da administração, é primordial no ambiente empresarial dos dias atuais.

Teoria X e Teoria Y

McGregor, um dos mais influentes teóricos da abordagem comportamental da administração, revela a existência de dois estilos contrários de administrar. De um lado, uma maneira mais conservadora e pragmática, que recebeu o nome de Teoria X. De outro, um estilo mais moderno e com influência no estudo no comportamento humano, chamado Teoria Y.

Convicções da Teoria X quanto ao comportamento humano

– As pessoas de maneira geral não são ambiciosas, não desejam assumir responsabilidades e preferem se sentir seguras na dependência de serem dirigidas;

– O ser humano é preguisoço e indolente por natureza, optando sempre por trabalhar o mínimo possível em troca de recompensas que podem ser materiais ou salariais;

– A dependência torna as pessoas incapazes de exercitar a autodisciplina e o autocontrole. Por esse motivo, elas precisam ser controladas e dirigidas pela administração;

– A própria natureza humana leva as pessoas a serem resistentes às mudanças, já que elas almejam segurança e temem assumir riscos por medo do perigo.

Convicções da Teoria Y quanto ao comportamento humano

– O emprego do esforço físico ou mental no trabalho é tão natural quanto descansar ou praticar um esporte. Logo, as pessoas não possuem falta de motivação inerente em trabalhar. Obs: este é um dos conceitos marcantes mencionados na abordagem comportamental da administração;

– As pessoas se tornam passivas ou resistentes com relação às necessidades da empresa em virtude de uma experiência ou resultado negativo em outras empresas (ou em outras situações) e não por uma natureza intrínseca dos indivíduos;

– Com a modernidade, a potencialidade intelectual dos indivíduos é parcialmente utilizada, sendo que a capacidade criativa na solução dos problemas que envolvem o contexto organizacional não é distribuida adequadamente para todas as pessoas da organização;

– Os indivíduos possuem motivação, padrões de comportamento coerentes e potencial de desenvolvimento para assumir diversas responsabilidades. No entanto, apenas as ameaças de punição e o constante controle externo tornam possível o alcance dos objetivos definidos pelas empresas.

Em virtude desses importantes estudos apontados na abordagem comportamental da administração, essa é uma das teorias mais influentes na área de gestão de negócios.

Imagens: study.com / redbooth.com

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